segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

15% dos registros de agressão contra menores são de abuso sexual

O serviço de recebimento de denúncias de violência contra crianças e adolescentes, o Disque 100, registrou em 2009 cerca de 30 mil reclamações de agressões.

Essas denúncias geraram mais do que o dobro de registros de violência --61 mil, uma vez que uma mesma reclamação pode se referir a mais de um tipo de agressão.

Mais de 15% desses registros são de abuso sexual (9.638 registros), reclamações mais comuns do que as de violência com lesão corporal, exploração sexual, pornografia e tráfico de crianças.

Segundo especialistas, as vítimas de abuso sexual são principalmente crianças e adolescentes vulneráveis socialmente, mas também suscetíveis do ponto de vista psicológico.

É o caso da jovem maranhense Marta Elias. Em novembro do ano passado, ela depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Maranhão, que investiga casos de abuso sexual infantojuvenil.

Antes de fazer a denúncia contra o prefeito de uma cidade do interior do estado, pai de seu filho mais velho, Marta falou à Agência Brasil sobre o namoro que manteve por dois meses com o político, quando ela ainda era adolescente. Segundo ela, o prefeito era um cara "bacana", "passeava de mãos dadas" e era "muito carinhoso".

Marta, que agora busca o reconhecimento da paternidade do filho, mas teme ser perseguida, diz que a atitude do então namorado era muito diferente da vivenciada em casa, entre os pais. "Meu pai não sabe dar carinho para ninguém, nem ele nem a minha mãe. O carinho que eles dão é xingando a gente. A minha mãe é muito zangada."

A psicóloga Sandra Santos, que coordena em Salvador (BA) um projeto de atendimento de crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual, avalia que os abusadores percebem a falta de atenção e de afeto sofrida pelas vítimas e estabelecem com elas uma relação de poder. "Essa é uma relação de afetividade e de autoridade do adulto sobre as crianças e adolescentes."

Além dos dados do Disque 100 (baseados em denúncias), não há dados precisos sobre os casos de abuso sexual. Mas, de acordo com o secretário executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), o antropólogo Benedito Rodrigues dos Santos, a maior parte dos abusos relatados nos conselhos tutelares e nas delegacias de proteção infantojuvenil é de incesto: pai com filha e padastro com enteada.

Para a psicóloga social Maria Luiza Moura Oliveira, do Conselho Federal de Psicologia, a situação de poder e submissão é comum na relação entre o abusador e sua companheira. "Por que a mãe não conseguiu perceber o abuso? Essa mulher também vem de uma situação de submissão e falta de autonomia inclusive para interditar aquele ato."

Na opinião de Moisés Bezerra, do Conselho Tutelar da Cidade Operária, na periferia de São Luís, a exploração em ambiente familiar dificulta a denúncia e a prevenção. "A gente tem medo de alguém que possa entrar na nossa casa e roubar, mas a gente não tem medo de quem a gente conhece."

Denúncias de violência sexual podem ser feitas todos os dias (inclusive sábados, domingos e feriados) pelo Disque 100. O serviço funciona das 8h às 22h. A ligação é gratuita e o usuário não precisa se identificar. A denúncia também pode ser feita no e-mail disquedenuncia@sedh.gov.br .

Os nomes de crianças e adolescentes que sofreram violências sexuais e de seus parentes foram trocados

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Confira a classificação do Brasileirão

Fonte:

William Franco

Após a realização da 27ª rodada ficou assim a classificação do Brasileirão :

1º Palmeiras 53
2º São Paulo 48
3º Atlético-MG 47
4º Goiás 45
5º Internacional 44
6º Flamengo 41
7º Grêmio 40
8º Vitória 39
9º Avaí 38
10º Corinthians 38
11º Cruzeiro 36
12º Barueri 36
13º Santos 36
14º Atlético-PR 34
15º Coritiba 33
16º Santo André 28
17º Botafogo 28
18º Náutico 26
19º Sport 24
20º Fluminense 21

domingo, 27 de julho de 2008

Divergências entre emergentes aumentam ainda mais o impasse na OMC

GINEBRA, 27 Jul 2008 (AFP) - As negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) se encontravam até então polarizadas entre países ricos e emergentes, mas agora esbarram, em sua etapa final, com um sério problemas entre os países em desenvolvimento por causa de um mecanismo de proteção reclamado pela Índia e rejeitado pOR exportadores como Paraguai e Uruguai.

O chamado Mecanismo de Salvaguarda Especial (MSE) permitiria aos países em desenvolvimento aumentar as tarifas em até 15 pontos percentuais no caso de um aumento de 40% das importações de determinado produt ou de um súbito aumento dos preços em seus mercados internos.

A Índia, que promove o MSE nas negociações da OMC iniciadas na segunda-feira passada e prorrogadas até a próxima quarta, tem o apoio do G33, um grupo que reclama a flexibilidade no processo de abertura de seus mercados agrícolas.

O G33 também conta com a China e outros emergentes, como a Indonésia e a Turquia, além de países africanos e muitos latino-americanos, como o Peru, Bolívia, Venezuela, Cuba e todos os centro-americanos, com exceção da Costa Rica.

O campo adverso é liderado pelo Uruguai e Paraguai, apoiados por outros exportadores agrícolas como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Chile.

Paraguai e Uruguai advertiram, no início da reunião ministerial da OMC, que o MSE "pode se transformar num obstáculo insuperável para o êxito" da Rodada de Doha.

"Restam muitos problemas por resolver, mas o MSE é um dos maiores", afirmou à AFP o porta-voz da OMC, Keith Rockwell.

A Índia, que defende os interesses de seus milhões de pequenos agricultores, exige que o MSE possa ser aplicado a partir de um nível muito menor que os 40% de aumento das importações.

"Esses 40% são muito elevados. Se chegar a esse nível, será fatal para o nosso povo", explicou um diplomata indiano que não quis ser identificado.

Os argumentos da outra parte não são menos alarmantes.

"O MSE não reconhece as sensibilidades de países como o meu, que destina mais de 70% de suas exportações agrícolas a outros países em desenvolvimento", afirmou o chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano.

O comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, acha que a questão do MSE é o osso mais duro a roer nos acordos de Doha.

"Tenho a impressão que esse problema vai persistir até o último minuto", escreveu Mandelson em seu blog pessoal.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, apresentou na sexta propostas que, pela primeira vez, permitem vislumbrar uma saída para as difíceis negociações entre os exportadores agrícolas do Sul e os exportadores industriais do Norte na Rodada de Doha, lançada em 2001.

O Brasil, um dos principais países do bloco dos emergentes, indicou que estava pronto a aceitar o acordo sugerido, mas o otimismo gerado pelas propostas de Lamy enfrentou seus primeiros obstáculos na resistência da Índia, Argentina e África do Sul de abrir seus mercados industriais. Segundo fontes diplomáticas, as discussões desse expediente prosseguiam neste domingo.

Outro problema é que a China advertiu que se nega a abrir seus mercados a três produtos agrícolas importantes, provocando a irritação de outros países em desenvolvimento.

Os negociadores chineses indicaram que Pequim se nega a reduzir suas tarifas do arroz, algodão e açúcar, ao contrário do que deram a entender nos primeiros dias da conferência ministerial.

Esses anúncios provocaram fortes protestos da parte de outros países emergentes com economias dependentes de um único produto de exportação, como a Tailândia como arroz e alguns países africanos com o algodão.

A posição chinesa também contradiz os interesses do Brasil, exportador de açúcar de cana, e da Índia, de algodão.

Segundo um diplomata presente nas reuniões, a China anunciou, além disso, que não participará em nenhuma negociação setorial sobre produtos industriais, gerando críticas por parte da Tailândia, Taiwan, Paraguai e Uruguai.

Por outro lado, negociadores da UE e da América Latina devem finalizar ainda neste domingo um acordo para acabar com quase três décadas de conflito sobre a banana, informou uma fonte envolvida nas discussões.

"As duas partes estão finalizando o acordo. Se elas assinarem, será um acordo histórico, que acabará com um conflito de 25 anos", disse a fonte.

Os países do bloco África-Caribe-Pacífico (ACP), cujas bananas são isentas de taxas alfandegárias para entrar na UE, contestam este acordo, que tornaria sua produção menos competitiva em relação à da América Latina.

Na noite de sábado, europeus e latino-americanos concordaram em reduzir a taxa alfandegária imposta às bananas da América Latina a 114 euros por tonelada, contra 176 atualmente, de acordo com um texto do qual a AFP obteve uma cópia.

Este número é um pouco mais baixo que os 116 euros sugeridos há duas semanas pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.

Entretanto, esta redução só deve vigorar a partir de 2016. O acordo também prevê que os latino-americanos suspendam todos os processos iniciados contra a UE na OMC sobre a banana.

Um diplomata da ACP qualificou de inaceitável o projeto de acordo. "Isso deve mudar, não está certo", declarou.

Os países da ACP não podem impedir a conclusão do acordo, mas poderiam bloquear as discussões em andamento na OMC sobre a liberalização do comércio mundial.

O acordo seria assinado pela UE e por 11 países da América Latina, entre eles o Brasil.
UOL

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Embaixador do Canadá, Guilhermo Rischynske anuncia que seu país quer trabalhar com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC)

* Embaixador do Canadá, Guilhermo Rischynske anuncia que seu país quer trabalhar com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) para ajudar a destravar a Rodada Doha.

(Jornal do Brasil - Sinopse Radiobrás)


* O Canadá é hoje o país onde o Brasil acumula o maior volume de investimentos diretos, cerca de US$ 15 bilhões este ano, e passou também a ser um parceiro estratégico na batalha do governo brasileiro para acabar com os subsídios agrícolas destorcidos.

(Gazeta Mercantil - Sinopse Radiobrás)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Patente de medicamentos genéricos são quebradas pela OMC

OMC aplica quebra de patente de genéricos

Medida para facilitar importação de remédios genéricos em países pobres com problemas na saúde pública será usada pela primeira vez em Ruanda.

Fonte: OMC

A Organização Mundial do Comércio (OMC) é uma organização internacional que supervisiona um grande número de acordos sobre as "regras do comércio" entre os seus estados-membros.

(Wikepedia)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Organização Mundial de Comércio quer corte de tarifas em países emergentes

* Proposta da OMC desafia emergentes

Entidade pede corte de tarifas industriais em países como o Brasil.

(Estado de São Paulo - Sinopse Radiobrás)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Países poderão levar suas controvérsias a OMC, face a paralização da Rodada de Doha

* Com a paralisação da Rodada Doha, é inevitável que os países levem suas queixas ao Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), como já fizeram Brasil e Canadá, afirmou em entrevista a este jornal o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Mesmo depois de ter assumido a radical estratégia de abandonar a mesa de negociações em Postdam, na Alemanha, o chanceler se mantém otimista e ainda aposta em um consenso sobre subsídios agrícolas e acesso a mercado para produtos industriais, os dois temas que têm travado as negociações para a liberalização do comércio mundial.

"Não vou assumir a premissa que talvez esteja implícita de que vai haver um congelamento.

Tenho ainda esperança de que se possa avançar".

O ministro disse que no próximo dia 16 presidentes de vários grupos de países, coordenados pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, vão colocar ofertas sobre a mesa.

E que terá reuniões com o restante do G-4 (EUA, UE e Índia).

(Gazeta Mercantil - Sinopse Radiobrás)